Où me mènent mes pas...

Où me mènent mes pas...
Há palavras no chão e é justamente onde eu piso...

domingo, 4 de setembro de 2011

Divisão do Pará: Pra quê? pra quem?

Velhos discursos, velhos atores. Não é de hoje, que toda riqueza natural que possui o grande estado do Pará é alvo da cobiça das velhas oligarquias, que se firmaram por esses lados, a partir de 1960, quando o Estado entrou de forma avassaladora na região.
Sob o discurso de um maior desenvolvimento das cidades no interior do estado, os políticos acabam por ludibriar a população, pois diversos estudos vem comprovando a inviabilidade tanto de ordem social, quanto econômica desse projeto.
Afinal, cabe-nos indagar: dividir pra quê? pra quem? - Os interesses políticos, no entanto, ainda não foram esclarecidos.
O estado do Pará possui uma extensão territorial de 1.247.703Km², é o segundo maior estado do País, somente atrás do estado do Amazonas.
"Coincidentemente" uma das maiores jazidas minerais do mundo, explorada pela empresa de mineração VALE S/A passaria a pertencer ao novo estado de Carajás.
Assim como, o polêmico grande empreendimento que é a Usina de Belo monte, caso construída, faria parte do estado do Tapajós.
Esses novos estados contrairão para sí, caso haja a divisão, riquissimos recursos naturais (mina de Bauxita em Oriximiná -estado do Tapajós; Mina de Ferro em Parauapebas- estado de Carajás) , assim como, outros grandes empreendimentos.
De acordo com nossa constituição, esses estados teriam 10 anos de isenção em relação à repasses ao governo federal, assim como, outras regalias que ganhariam os novos estados para se organizarem e estruturarem. Além de novos cargos executivos, empregos públicos, etc., o que ajudaria, sem dúvida, na consolidação das velhas políticas clientelistas nesses novos estados.
Nada se fala dos reais preço que a população afetada terá que pagar com essa divisão, estudos comprovam que tal divisão apenas beneficiaria os políticos envolvidos, e são por eles puxados os coros da divisão.
Em artigo públicado no jornal a Folha de São Paulo, o doutor em ciência política, Fernando luiz Abrucio, esclarece: "o problema é a gestão pública brasileira [...] Novas estruturas governamentais replicam os poderes Executivo e Judiciário", afirma o professor. Logo, gera-se maiores gastos.
Dessa forma, diante de todas as mazelas por quais passam o estado do Pará com nossos problemas de gestão pública os quais padecem nossa população há tempos; diante de todas as regalias que os políticos desses novos estado terão; essa divisão do estado serviria a quem mesmo?